segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Bíblia: Revelação Divina


Natureza e objeto da revelação

Aprouve a Deus, na sua bondade e sabedoria, revelar-se a si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cf. Ef1,9), mediante o qual, os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Espírito Santo no Pai e se tornam participantes da natureza divina (Ef 2,18; 2Pd 1,4).
Em virtudes desta revelação, Deus invisível (cf Col 1,15; 1Tm 1,17), no seu imenso amor, fala aos homens como a amigos (cf Ex 33,11; Jo15, 14-15) e conversa com eles (cf Br3,38) para os convidar e admitir a participarem da sua comunhão. Esta “economia” da revelação faz-se por meio de ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal maneira que as obras, realizadas por Deus na História da Salvação, manifestam e corroboram a doutrina e as realidades significadas pelas palavras, enquanto as palavras declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido. Porém, a verdade profunda contida nesta revelação, tanto a respeito de Deus, como a respeito da salvação dos homens, manifesta-se a nós na pessoa de Jesus Cristo, que é, simultaneamente, o mediador e a plenitude de toda revelação.

Papa Paulo VI
DEI VERBUM – Constituição dogmática sobre
a Revelação Divina

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