segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Catequese e vida da Igreja


DOCUMENTO DE APARECIDA

Texto produzido a partir de informações publicadas na apresentação do documento conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe



Entre os dias 13 e 31 de maio de 2007, os bispos da América Latina reuniram-se em Aparecida para celebrar a 5ª. Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, interessados em seguir estimulando a ação evangelizadora da Igreja “chamada a fazer de todos os seus membros discípulos e missionários de Cristo, Caminho, Verdade e Vida”. Neste dias, os bispos estiveram reunidos com o papa Bento XVI que ofereceu seus ensinamentos fonte de iluminação e guia seguro para os trabalhos da Conferência. O documento de Aparecida foi publicado, portanto, como texto conclusivo desta Conferência que se configurou como novo passo no caminho da Igreja, sobretudo a partir das diretrizes do Concílio Vaticano II, dando continuidade e ao mesmo tempo recapitulando o caminho de fidelidade, renovação e evangelização da Igreja Latino-Americana ao serviço de seus povos, como também se expressou oportunamente nas anteriores conferências episcopais do Rio de Janeiro (1955); de Medelim (1968); de Puebla (1979) e de Santo Domingo (1992). Nesta mais recente Conferência episcopal de Aparecida os bispos sentiram-se chamados a repensar, em comunhão com toda a Igreja, com urgência, fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais, revitalizando a novidade do Evangelho, de forma arraigada na história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, com o objetivo de despertar novos discípulos e missionários, homens e mulheres novos que encarnem essa tradição e novidade como protagonistas de uma vida nova para a América Latina.


Conforme o texto de apresentação do documento de Aparecida, uma fé católica reduzida a um elenco de normas e proibições, à práticas de devoção fragmentadas e adesões seletivas e parciais das verdades da fé, não pode resistir aos embates do tempo já que a maior ameaça atual na Igreja é o perigo do desgaste da fé que pode ir se degenerando em mesquinhez. Assim, ainda segundo o documento, “A todos nos toca recomeçar a partir de Cristo”, reconhecendo que não começamos a ser cristãos por uma decisão ética ou por uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva.


O documento de Aparecida apresenta como desafio fundamental para todos nós, hoje, que devemos mostrar a capacidade da Igreja para promover e formar discípulos e missionários que respondam à vocação recebida e comuniquem por toda parte, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo, pois “não temos outro tesouro a não ser este”. Neste sentido, o texto do documento nos coloca diante da realidade presente na América Latina e no mundo quando nos propõe que escolhamos entre caminhos de morte (que são os que levam a dilapidar os bens que recebemos de Deus e que traçam uma cultura sem seus mandamentos, animados pelos ídolos do poder, da riqueza e do prazer efêmero) ou os caminhos da vida verdadeira e plena para todos, caminhos de vida eterna que são aqueles abertos pela fé que conduzem à plenitude da vida que Cristo nos trouxe: com esta vida divina também se desenvolve em plenitude a existência humana, em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural. Esses caminhos frutificam os dons de verdade e amor que nos foram dados em Cristo na comunhão dos discípulos e missionários do SENHOR para que a América Latina e o Caribe sejam efetivamente um continente no qual a fé, a esperança e o amor renovem a vida das pessoas e transformem as culturas dos povos.

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