Campanha da Fraternidade CNBB / 2010

VOCÊS NÃO PODEM SERVIR A DEUS E AO DINHEIRO

Pedro Gomes
Novo colaborador da PASCOM HARMONIA EXTRA

A Campanha da Fraternidade que ano será ecumênica pela terceira vez, quer unir as Igrejas Cristãs para a promoção de uma economia a serviço da vida, da justiça social e para uma prudência ecológica que perceba a importância e a relação do meio ambiente em que vivemos nas atividades de desenvolvimento econômico, social e cultural (cultura de paz), e vem nos apresentar a constante preocupação e atenção que a Igreja Católica Apostólica Romana tem com os pobres, que mais necessitam do acolhimento e da inclusão da nossa sociedade, cada vez mais consumista e capitalista, na qual poucos ostentam uma vida de alto padrão de qualidade, enquanto a maioria dos brasileiros enquadra-se na classe pobre e muitos ainda mendigam na miséria, abaixo da linha da pobreza.

Com o tema deste ano, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) propõe uma economia isossocial, ou seja, uma distribuição de renda justa e solidária para com todos os trabalhadores, objetivando a diminuição da desigualdade social. Para os cristãos esse apelo torna-se ainda mais forte e bem mais visível, pois somos nós cristãos, católicos ou não, que devemos dar primeiramente o exemplo de honestidade e justiça não somente com palavras, mas com atos e ações concretas que propiciem verdadeiramente o crescimento da qualidade de vida de todos, em particular dos pobres e necessitados, dos excluídos da nossa comunidade, que muitas vezes passam fome muito perto de nós, porque não dispõem do dinheiro suficiente para comprar nem sequer o próprio alimento uma vez que as necessidades básicas do homem e também direitos seus são: moradia, vestuário e alimentação.

Peçamos a Deus sabedoria para os nossos políticos e governantes, àqueles que tem a autoridade dada por Deus e expressa pelo voto de seu povo, que façam valer políticas públicas de inclusão dos pobres em nossa sociedade, trazendo soluções que não apenas mitiguem parcialmente as dificuldades que percebemos no cotidiano das pessoas, mas que busquem erradicar o preconceito e a discriminação com a classe mais sofrida, da qual disse Jesus ser bem-aventurada e sobre a qual Jesus se compadeceu tantas vezes, porque eram como ovelhas sem pastor.

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