quarta-feira, 7 de abril de 2010

O CONSUMISMO E SUAS CONSEQUÊNCIAS EM NOSSAS VIDAS

Pedro Gomes

Colaborador da PASCOM – Harmonia Extra e estudante de Engenharia de Produção Civil no IFPE – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco.



Neste ano a Campanha da Fraternidade 2010 aborda um tema atual e bastante perigoso que engloba implicitamente o consumismo e convida ao desapego do dinheiro e a comprarmos o necessário à nossa sobrevivência, fazendo caridade, ao invés de esbanjar os bens materiais. Afinal o que é o consumismo e quais as suas conseqüências?

O consumismo é o ato de consumar a compra de determinado objeto sem a obrigatoriedade de seu uso ou consumo, podendo ser ou não de necessidade básica humana, motivado pelo impulso de posse desmedida e pelo simples e banal argumento fútil e supérfluo do “ter” e do prazer de comprar ou de gastar.
As conseqüências desse ato vão desde um descontrole no planejamento financeiro de uma família até um completo esvaziamento espiritual do ser humano, que põe sua confiança e seu prazer no dinheiro, comportamento conhecido como “mamonismo” (mamon do aramaico significa dinheiro e é conhecido como deus do dinheiro, um dos ídolos modernos.) Outro fator a ser lembrado é a tendência humana à ganância e a ambição de ter sempre mais que cega os olhos para a caridade e, especificamente como trata a Campanha da Fraternidade esse ano, para uma economia justa e solidária, além do comércio que possui uma jornada de trabalho esgotante, muitas vezes não dando a devida assistência ao seu funcionário, preocupando apenas com o fim único do lucro.
Peçamos, pois, a Nosso Senhor Jesus Cristo que nos ajude e a Nossa senhora que interceda por nós a Seu Filho, para que ELE interceda ao Pai por nós e que o Divino Espírito Santo nos dê o dom da sabedoria para sabermos discernir que realmente o que importa é ajuntar o nosso tesouro no céu, por meio da caridade e das boas obras e não aqui nesta terra onde tudo passa, os ladrões roubam e as traças roem e para que saibamos dar o devido valor ao dinheiro e a termos a consciência do que ele representa, do que ele é e para que foi instituído em nossa vida para assim compreendermos aquela frase de Jesus: “Daí a Deus o que é de Deus e daí a César o que é próprio de César”.
É importante refletir:


* Eu consigo planejar o meu orçamento para não gastar mais do que ganho nem esbanjar com coisas supérfluas?
* Quando vou às compras eu penso na relação entre o preço que estou pagando e o valor justo do produto? Pesquiso antes de comprar?
* Quando organizo minhas despesas, estão em meus planos destinar alguma parte do que ganho para ajudar, de alguma forma, a quem precisa?

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