Entrevista com a professora Helena Amaral

 
Todos nós podemos ser missionários de Jesus em nosso universo profissional. Neste mês dos professores conheça a experiência da professora Helena Amaral:


HE- Em que sentido, a senhora percebe sua profissão como uma vocação?

HA - Sempre quis ser professora e sou professora por vocação. Nunca me vi exercendo outra atividade profissional que não fosse EDUCAÇÃO.Em qualquer profissão e de modo especial, no magistério, o profissional precisa amar e se dedicar ao que faz. Dediquei 41 anos de minha vida à educação em meu Estado e o fiz com muito amor, carinho e comprometimento, tanto nas comunidades menos favorecidas como nas instituições particulares por onde passei.


HE- Houve momentos em que experimentou com mais força, que a sua missão cristã estava sendo desenvolvida através do magistério? Conte-nos um pouco da sua experiência.

HA – Falar de minha experiência profissional me trás belas recordações. Iniciei no magistério, como professora de alfabetização. Lecionei em todas as séries do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, tanto em escolas da rede estadual de educação, como em escolas da rede particular.
Exerci cargos de vice-diretora e de diretora de escolas públicas, entre elas, da Escola Argentina Castello Branco e da Escola Áurea de Moura Cavalcanti, ambas localizadas na cidade de Olinda e da Escola  Sizenando Silveira, em Recife.
Ao final da década de 80, voltei à sala de aula como professora da Escola Sylvio Rabello, antigo Instituto de Educação de Pernambuco, escola de formação para o magistério. E, desta vez não como aluna, pois foi lá que me formei, mas como professora. O período em que ali lecionei, no curso de magistério, quando tive o privilégio de contribuir para a formação de futuras professoras, foi muito marcante em minha vida profissional.  Foi quando senti, com mais intensidade, o peso maior de responsabilidade do juramento feito anos atrás. Nos anos 90, tive mais uma missão a cumprir e atendendo a um chamado assumi a gerência do Departamento Regional de Educação do Recife Sul. Após me aposentar do serviço público, fui trabalhar com educação profissional, o que me valeu um grande aprendizado, pois até aquele momento, a minha vida profissional tinha sido dedicada à educação formal.


HE- A educação é um bem muito precioso. Que relação há, na sua opinião, entre a profissão de professor(a) e os ensinamentos de Jesus?

HA –  Vejo a profissão de professor como um ato de AMOR, porque ser professor é como você professar uma fé, é importar-se com o outro, é ser escolhido para ajudar a construir um mundo mais humano, mais fraterno e mais justo. Segundo Gabriel Chalita, “o professor é um semeador cuja habilidade maior é cultivar terrenos de todas as espécies por meio de instrumentos, no mínimo, peculiares: a palavra, o amor, o afeto, o respeito, a dedicação e a esperança.”


HE- Ser professora foi  importante para sua vida de cristã? Por quê?

HA - Ser professora foi muito importante em minha vida de cristã, porque ao conviver com criança, jovens e adultos, tive o privilégio de contribuir para a formação dos mesmos, auxiliando-os a aprender a aprender, a conhecer, a fazer e a ser, pressupostos filosóficos e pedagógicos que devem nortear o pensamento e a prática profissional do professor.

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