Jesus é a nossa referência

Por: Anselmo Cabral
professor e MECEP


Para nós, cristãos, Jesus Cristo é o centro de nossa vida e é nele que encontramos a nossa referência  para onde devemos orientar toda  a nossa forma de pensar, sentir e agir.

É através da leitura e da meditação dos evangelhos que podemos conhecer a pessoa de Jesus e identificar suas características divinas e humanas. Só é possível afirmar que somos cristãos quando nos dispomos aprender com o Mestre o modo como cada um de nós pode segui-lo.


Uma maneira prática e bonita de iniciar uma reflexão sobre a pessoa de Jesus e o nosso exercício de identificação pessoal com E afirmando a importância de nos configurarmos com Ele, o Divino Mestre salienta: “Aprendam de mim que sou manso e humilde de coração”. A partir desse exercício de contemplação da pessoa de Jesus Cristo e da nossa sempre crescente disposição e atitude de configuração com sua bondade, aparece como sequência disso, a possibilidade de ampliarmos o nosso olhar no sentido de encontrarmos em todas as pessoas o que eles trazem em sua personalidade que nos permite ver nelas alguma característica do Senhor.


Primeiro verificamos o que nos identifica com ele e fortalecemos vínculo afetivo com Jesus, aumentando nossa disposição de amá-lo e segui-lo; em seguida, iniciamos a segunda parte que é identificar nas outras pessoas o que, nelas, nos faz ver a bondade de Jesus. Talvez seja em sua coragem, em sua doçura, ou em sua capacidade de trabalho, etc.
Ele é nos perguntando, em oração, qual a característica de Jesus que mais nos toca; que ação, que palavra, que imagem dele nos faz vibrar com maior intensidade.


Dependendo da sua personalidade, dos seus talentos e da sua vocação cada pessoa se identificará mais com algum trecho do evangelho e, a partir desta ou daquela característica do Mestre poderá fortalecer sua identificação pessoal com Ele. Em qualquer que seja o caso, este é apenas um exercício simples para que se perceba que em todo o evangelho Jesus se revela amoroso e disponível até afirmar que quem O viu, viu também o Pai.

O que importa é que Jesus seja a nossa referência quando olhamos para nós mesmos e quando nos relacionamos com as outras pessoas.


Com o tempo iremos percebendo que este exercício nos ajudará a termos uma visão melhor de nós mesmo e a sermos mais misericordiosos com as pessoas. Convém deixar claro que os frutos desta meditação também dependem da graça de Deus e de um esforço bem generoso de nossa parte para não ficarmos no meio do caminho. Oração e docilidade são imprescindíveis.

Ao nos identificarmos com o bom Jesus e passarmos a ver o que há dele nas outras pessoas teremos maiores chances de crescer como batizados, até que Cristo se forme em nós. Esta meta exige o tempo de uma vida inteira!

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