quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Papa Bento XVI divulga mensagem para a Quaresma 2011

A partir da quarta-feira de cinzas, dia 9 de março, a Igreja inicia o tempo da Quaresma, em preparação à Páscoa. O papa Bento XVI divulgou na manhã da terça-feira, 22, a Mensagem para Quaresma 2011. Na mensagem, o papa cita a importância do Batismo na vida do cristão e a Quaresma, como ocasião para essa reflexão.
“Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva”, diz Bento XVI, num dos trechos da mensagem.
O Papa ressalta a relevância do Batismo como sendo uma atual fonte de conversão: “O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo”.
No texto, o papa afirma ainda a importância da palavra de Deus como direção para viver “com o devido empenho este tempo litúrgico precioso. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus?”.
“Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo”, assim termina a mensagem do papa Bento XVI para a Quaresma 2011.
Leia o texto na íntegra:
“Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes” (cf. Cl 2, 12).
Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).
1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando, “tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo” iniciou para nós “a aventura jubilosa e exaltante do discípulo” (Homilia na Festa do Batismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010).
São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo», é comunicada gratuitamente ao homem.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa “conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos” (Fl 3, 10- 11). O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De fato, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Batismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8,).
Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Batismo como um ato decisivo para toda a sua existência.
2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é batizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.
O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição dos homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5).
É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor. O pedido de Jesus à Samaritana: “Dá-Me de beber” (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da “água a jorrar para a vida eterna” (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos “verdadeiros adoradores” capazes de rezar ao Pai “em espírito e verdade” (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, “enquanto não repousar em Deus”, segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.
O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: ”Tu crês no Filho do Homem?”. “Creio, Senhor” (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como “filho da luz”.
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: “Eu sou a ressurreição e a vida… Crês tu isto?” (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: “Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27).
A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência:
Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança. O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos “da água e do Espírito Santo”, e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos.
3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Batismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a “terra”, que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a “palavra da Cruz” manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus cáritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida.
Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projetos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos…». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma…» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciamos no dia do Batismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de fato, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que “as suas palavras não passarão” (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele “que ninguém nos poderá tirar” (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.
Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.
Vaticano, 4 de Novembro de 2010
BENEDICTUS PP XVI

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fieis lotam Basílica do Carmo para homenagear dom José Cardoso

A Celebração de Ação de Graças pelos 60 anos de profissão religiosa do arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, não deixam dúvidas do carinho que os católicos têm por ele. Manhã de sábado, 10h, e a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife, repleta de fieis. Todos ávidos por reencontrar e celebrar com o carmelita dom José Cardoso as bodas de diamante.

Foram quase 25 anos de pastoreio e zelo pela Igreja Católica, de modo especial, pela Arquidiocese de Olinda e Recife. Tempo suficiente para deixar gravada no coração das pessoas a sua marca: dedicação pelas coisas do alto. Dom José presidiu a Missa, que foi concelebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido; pelo bispo de Petrolina e irmão de dom José, dom Paulo Cardoso; o bispo de Caruaru, dom Bernadino Marchió; o provincial carmelita, frei José Roberval Pereira; o vigário-geral da Arquidiocese de Olinda e Recife, monsenhor José Albérico Bezerra e vários carmelitas e padres diocesanos.

Na homilia, dom Paulo Cardoso relembrou as palavras do profeta Jeremias: “Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações.” Com votos de castidade, pobreza e obediência, coube a dom José Cardoso, no dia 5 de fevereiro de 1950, professar as suas primeiras promessas religiosas à Ordem do Carmelo.

“Hoje a sociedade vive a realidade do provisório, do descartável que atinge a família cristã. A dom José coube a graça de ser fiel até agora. Durante todo este tempo ele defendeu a fé verdadeira do Deus verdadeiro”, afirmou dom Paulo.

Durante a solenidade, o arcebispo emérito fez a renovação das promessas. As mesmas promessas feitas há 60 anos diante do mesmo altar. O tempo parece não ter passado para ele. As lembranças estão muito vivas em sua memória. Relembrou com detalhes aquele dia especial. Recordou e destacou a importância dos pais, Antônio e Antonieta, e da sua primeira catequista, Lourdes Tabosa, na sua formação cristã.

Emocionado, agradeceu ainda a todos os que despertaram nele a vontade de ser religioso e o encaminharam na vocação. “Nós sabemos que temos inúmeros motivos para agradecer. A ação de Deus é permanente como um sopro eterno. Ele nos sustenta pela mão. Somos participantes da natureza divina”, disse.

Dom Cardoso recordou o encontro que teve com o papa João Paulo II, por ocasião de sua nomeação para bispo de Paracatu (MG), e se mostrou feliz com a notícia da beatificação do pontífice. “O papa da minha vida foi João Paulo II. Foi ele que me fez bispo. Certo dia, ele me convidou para um café da manhã e, agora, ele vai ser colocado nos altares”, destacou.

Convidou a todos a se voltar à imagem de Nossa Senhora do Carmo invocando a bênção de Deus, por sua interseção. Após a celebração, recebeu os cumprimentos dos católicos e abençoou a todos como um pai acolhe os filhos.

Da Assessoria de Comunicação AOR

Deus sempre cuida do homem, afirma Papa

O homem não está sozinho no meio do mundo. Deus é sempre seu companheiro. É isso que recordou o Papa Bento XVI antes da tradicional oração mariana do Angelus, ao reunir-se com os fiéis na Praça de São Pedro, no domingo, 6.

“Deus se opõe radicalmente à prepotência do mal. O Senhor cuida do homem em todas as situações, partilha os sofrimentos e abre o coração à esperança”, afirmou.
 
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.: Angelus de Bento XVI

Ao abordar o conteúdo das leituras da Liturgia deste domingo, o Santo Padre ressaltou as palavras de Jesus aos seus discípulos: Vós sois o sal da terra. [...] Vós sois a luz do mundo (Mt 5,13.14).

“A sabedoria incorpora em si os efeitos benéficos do sal e da luz: de fato, os discípulos do Senhor são chamados a dar novo ‘sabor’ ao mundo, e a preservá-lo da corrupção com a sabedoria de Deus, que resplandece plenamente no rosto do Filho, porque Ele é a ‘verdadeira luz que ilumina todo o homem’ (Jo 1,9). Unidos a Ele, os cristãos podem difundir em meio às trevas da indiferença e do egoísmo a luz do amor de Deus, verdadeira sabedoria que dá significado à existência e ao agir dos homens”, explicou.

Logo após, o Pontífice recordou que, em 11 de fevereiro, celebra-se o Dia Mundial do Doente – ocasião propícia para aumentar a sensibilidade de todos os setores pela situação dos irmãos enfermos, segundo ele. Da mesma forma, neste domingo, acontece na Itália a “Jornada pela vida”, também lembrada pelo Papa.

“Desejo que todos se comprometam a fazer crescer a cultura da vida, para colocar no centro, em toda circunstância, o valor do ser humano. Segundo a fé e a razão, a dignidade da pessoa é irredutível às suas faculdades ou capacidade que pode manifestar e, portanto, não diminui quando a pessoa mesma está debilitada, inválida e necessitada de auxílio”, salientou.

O encontro

O encontro com os peregrinos aconteceu a partir da janela do escritório particular do Papa, no Palácio Apostólico Vaticano, às 12h (em Roma – 9h no horário de Brasília). Bento XVI também disse que acompanha com atenção os conflitos no Egito.

Às Delegações da Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade de Roma, disse: “Quando a perquisa científica e tecnológica é guiada por autênticos valores éticos, é possível encontrar soluções adequadas para o acolhimento da vida nascente e para a promoção da mternidade. Desejo que as novas gerações de agentes sanitários sejam portadoras de uma renovada cultura da vida”.
Fonte: Canção Nova

Bento XVI pede atenção especial nos casos de nulidade matrimonial

Em seu discurso proferido na sexta-feira, 4, na Plenária do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, o Papa Bento XVI pediu paticular zelo no tratamento dos casos de nulidade matrimonial. “Nos casos em que surjam legitimamente dúvidas sobre a validade do Matrimônio sacramental contraído, deve fazer-se tudo o que for necessário para verificar o fundamento das mesmas”, aconselhou.
 
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.: Discurso de Bento XVI na Plenária do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica

Bento XVI enfatiza ainda a necessidade de assegurar, no pleno respeito do Direito canônico, a presença no território dos tribunais eclesiásticos, o seu caráter pastoral, a sua atividade correta e ágil. “É necessário haver, em cada diocese, um número suficiente de pessoas preparadas para o solícito funcionamento dos tribunais eclesiásticos”, disse o Papa.

O Pontífice reiterou que a Instrução Dignitas connubii fornece aos moderadores e aos ministros dos tribunais as normas necessárias para que as causas de nulidade matrimonial sejam tratadas e definidas do modo mais célere e seguro possível.

“A função deste Tribunal, de fato, não se esgota ao exercício supremo da função judicial, mas possui também como sua missão, no âmbito executivo, a vigilância sobre a reta administração da justiça no Corpo eclesial”, salientou o Santo Padre.

Destacando a importância deste serviço, Bento XVI disse que a atuação judicial deve ofertacer um lugar de diálogo e de restauração da comunhão na Igreja.

“Se é verdade, de fato, que a injustiça é afrontada, antes de mais nada, com as armas espirituais da oração, da caridade, do perdão e da penitência, todavia não se pode excluir, em alguns casos, a oportunidade e a necessidade de que essa seja confrontada com ferramentas processuais. Esses constituem, antes de tudo, lugares de diálogo, que muitas vezes conduzem à concórdia e à reconciliação”, enfatizou o Papa.
Nos casos onde não é possível resolver o litígio de forma pacífica, Bento XVI disse que uma administração cautelosa definirá os processos judiciais, lembrando que, em todos os casos, a atividade do Supremo Tribunal visa a reconstituição da comunhão eclesial, ou seja, o restabelecimento de uma ordem objetiva conforme ao bem da Igreja.

“Somente essa comunhão, restabelecida e justificada através da motivação da decisão judicial, pode conduzir, nas estruturas eclesiais, a uma autêntica paz e concórdia”, enfatizou o Santo Padre.

O difícil restabelecimento da justiça está destinado a reconstruir justas e ordenadas relações entre os fiéis e entre esses e a Autoridade eclesiástica. Desta forma, Bento XVI salientou à plenária que a paz interior e a dedicada colaboração dos fiéis na missão da Igreja fluem da restabelecida consciência de desenvolver plenamente a própria vocação.

O Pontífice destacou ainda que esta justiça que a Igreja busca exige no mínima uma expectativa comum de caridade, indispensável e insuficiente ao mesmo tempo, se comparada com a caridade da qual a Igreja vive.

“O Povo de Deus peregrino sobre a terra não poderá realizar a sua identidade de comunidade de amor se nele não se levar em conta as exigências da justiça”, concluiu o Papa.
Fonte: Canção Nova

De portas abertas!

A vida paroquial demanda muitas atividades e o esforço pela evangelização requer muitas pessoas envolvidas neste empenho por meio de vários serviços e formas de colaboração. Por isso, é importante que cada pessoa procure descobrir de que modo pode colaborar para que a nossa paróquia possa oferecer à comunidade um atendimento cada vez mais diversificado, fraterno e significativo. A Paróquia Bom Jesus do Arraial está de portas abertas para receber a todos. Certamente, quando colocamos os nossos dons à disposição dos irmãos e irmãs, também nos sentimos mais felizes e mais realizados como pessoas humanas e como cristãos.                            
                                          Pe. Josivan Sales

Somos Templo do Espírito de Deus

 Em sua primeira carta aos Coríntios o apóstolo Paulo nos recorda um dos fatos mais importantes para a compreensão sobre nossa mais profunda identidade. Antes de qualquer outra coisa, somos templos do Espírito de Deus. A reflexão sobre esta
 verdade deve nos deixar agradecidos pela grandeza do amor com que o Pai nos criou e levar-nos a uma postura prática cada vez mais condizente. Ser templo de Deus é uma graça e uma responsabilidade porque a nossa condição humana é frágil demais pa-
ra correspondermos sempre à altura. Por isso a oração é tão necessária em nossa vida, pois nos ilumina para o auto conhecimento, a misericórdia  e a solidariedade. A medida que, aos poucos , crescemos nestes três elementos, também crescemos como batizados.




Editorial


    Para todos nós fevereiro é, efetivamente, o verdadeiro início do novo ano. Em janeiro, descansamos um pouco e renovamos as nossas energias. Por isso, também estamos repletos de esperança para que este ano de 2011 seja pleno de novas e belas atividades em nossa vida paroquial.

    O encontro de noivos no próximo mês de março já começa esquentando o nosso ano com a valorização da família desde a sua origem. Vale a pena conferir a entrevista com o casal Antonio e Érica de Oliveira Santos, articuladores do encontro.

    Nesta edição você também encontrará os anúncios dos nossos diversos movimentos e pastorais. É importante convidar novas pessoas para participarem da nossa comunidade.

    Destaque para o nosso bazar que desde a década de 1980 é um importante serviço em nossa vida paroquial.
 
    Boa Leitura!

Bazar São Vicente de Paulo


O bazar Harmonia é um serviço prestado à nossa paróquia pelas voluntárias da caridade e já existe desde a década de 1980 e os recursos adquiridos através das vendas no bazar são sempre revestidos em benefício das obras e atividades da paróquia.


    Desde a criação do bazar, já foram responsáveis por ele as senhoras Severina, seguida pela senhora Etelvina e agora respondem por suas atividades a dupla formada por Ivanilda e Rodrigo que atendem sistematicamente para vendas de produtos religiosos e publicações católicas  nos sábados entre as 18h e as 20h e nos domingos das 9h às 10h30 e das 16h às 18h. Durante a semana sempre nos horários anteriores à missa das 19h.


PRODUTOS À VENDA NO BAZAR HARMONIA
Liturgia Diária...........................R$5,00
Liturgia das Horas.....................R$5,00
Além de outros livros e artigos religiosos como: medalhas, imagens sacras e escapulários.

PEDIDO ESPECIAL


Pedimos aos coordenadores de pastorais e movimentos que nos indiquem antecipadamente os eventos a serem realizados em seus respectivos setores. Assim, poderemos colher melhores frutos de participação e de alcance das atividades da Paróquia Bom Jesus do Arraial.

Obrigado.