segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fieis lotam Basílica do Carmo para homenagear dom José Cardoso

A Celebração de Ação de Graças pelos 60 anos de profissão religiosa do arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, não deixam dúvidas do carinho que os católicos têm por ele. Manhã de sábado, 10h, e a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife, repleta de fieis. Todos ávidos por reencontrar e celebrar com o carmelita dom José Cardoso as bodas de diamante.

Foram quase 25 anos de pastoreio e zelo pela Igreja Católica, de modo especial, pela Arquidiocese de Olinda e Recife. Tempo suficiente para deixar gravada no coração das pessoas a sua marca: dedicação pelas coisas do alto. Dom José presidiu a Missa, que foi concelebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido; pelo bispo de Petrolina e irmão de dom José, dom Paulo Cardoso; o bispo de Caruaru, dom Bernadino Marchió; o provincial carmelita, frei José Roberval Pereira; o vigário-geral da Arquidiocese de Olinda e Recife, monsenhor José Albérico Bezerra e vários carmelitas e padres diocesanos.

Na homilia, dom Paulo Cardoso relembrou as palavras do profeta Jeremias: “Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações.” Com votos de castidade, pobreza e obediência, coube a dom José Cardoso, no dia 5 de fevereiro de 1950, professar as suas primeiras promessas religiosas à Ordem do Carmelo.

“Hoje a sociedade vive a realidade do provisório, do descartável que atinge a família cristã. A dom José coube a graça de ser fiel até agora. Durante todo este tempo ele defendeu a fé verdadeira do Deus verdadeiro”, afirmou dom Paulo.

Durante a solenidade, o arcebispo emérito fez a renovação das promessas. As mesmas promessas feitas há 60 anos diante do mesmo altar. O tempo parece não ter passado para ele. As lembranças estão muito vivas em sua memória. Relembrou com detalhes aquele dia especial. Recordou e destacou a importância dos pais, Antônio e Antonieta, e da sua primeira catequista, Lourdes Tabosa, na sua formação cristã.

Emocionado, agradeceu ainda a todos os que despertaram nele a vontade de ser religioso e o encaminharam na vocação. “Nós sabemos que temos inúmeros motivos para agradecer. A ação de Deus é permanente como um sopro eterno. Ele nos sustenta pela mão. Somos participantes da natureza divina”, disse.

Dom Cardoso recordou o encontro que teve com o papa João Paulo II, por ocasião de sua nomeação para bispo de Paracatu (MG), e se mostrou feliz com a notícia da beatificação do pontífice. “O papa da minha vida foi João Paulo II. Foi ele que me fez bispo. Certo dia, ele me convidou para um café da manhã e, agora, ele vai ser colocado nos altares”, destacou.

Convidou a todos a se voltar à imagem de Nossa Senhora do Carmo invocando a bênção de Deus, por sua interseção. Após a celebração, recebeu os cumprimentos dos católicos e abençoou a todos como um pai acolhe os filhos.

Da Assessoria de Comunicação AOR

Nenhum comentário: