quinta-feira, 31 de março de 2011

Reunião Pastoral



Homenagem a Maria José Figueredo

Faleceu na última quinta-feira (24), a secretaria do Apostolado da Oração e membro do Coral da Harmonia Maria José Figueiredo. E o Informativo Harmonia Extra, divulga uma poesia que a mesma deixou para o coral, onde cantava nas missas e eventos da paróquia.


Expressão do Canto

Façais do canto a expressão do teu corpo
Façais do canto o derramar da tua emoção
Entoeis o canto como fazem os pássaros
Inebrieis o espírito com harmonia do canto
Distribuís com o canto a união
Maravilheis as pessoas com a melodia contida no teu ser
Alegrais pelo canto, a vida e o mundo todo.

(Maria José Figueirêdo de Morais)

domingo, 27 de março de 2011

Novo salão paroquial

Está quase tudo pronto para a Inauguração do Salão Paroquial da Harmonia.

Foi reformado e aberto ao público neste sábado o salão menor, a cozinha e uma pequena sala para guardar utensílios. O salão menor receberá o nome do Padre Lenine, antigo pároco que realizou várias obras na paróquia e o maior que ainda está sendo reformado terá o nome de outro padre que também fez uma bela história, o Padre Teobaldo.

Ainda falta recursos para a conclusão da obra, por isso a paróquia está rifando uma GELADEIRA FROSS FREE, que será entregue em maio no Dia das Mães. A rifa pode ser adquirida a R$ 2,00 na secretária, bazar e sacristia da paróquia, para aquele que tiver interesse em comprar a cartela completa deve comparecer nos horários das missas e adquirir com o Padre Josivan.

Confira algumas fotos:








Quaresma e Páscoa do Ano Centenário: Convite para uma festa sem fim

Queridos irmãos e irmãs,
Presbíteros, Diáconos, Religiosos/as, Seminaristas, Leigos/as.
Aproveito a conclusão do retiro anual do clero da Arquidiocese de Olinda e Recife, no Centro de Pastoral da Diocese do Crato, Igreja marcada pelas constantes romarias formadas, inclusive, por muitos dos nossos fieis, admiradores do Pe. Cícero, para vos dirigir esta carta pastoral. Aqui nos encontramos no “deserto”, fazendo também uma experiência de romaria para, em ambiente de oração e de encontro com Deus, nesta 1ª semana da quaresma, refletir nosso ministério junto ao povo que Deus nos confiou. Para isso, contamos com a ajuda do nosso querido irmão Dom Fernando Panico – Bispo desta Igreja Particular que nos acolhe.
“Eis agora o tempo favorável, este é o dia da salvação” (2 Cor 6,2)
Esta palavra que a Igreja nos fez ouvir na celebração da Quarta-feira de Cinzas nos oferece uma boa motivação, para vivermos a Quaresma como tempo novo de renovação de vida e de nossas relações comunitárias. Em Recife e Olinda, Carnaval é sempre um período intenso de festejos e apresentações artísticas. Todos sabemos que, para ser bom e pleno de êxitos, o Carnaval tem de ser cuidadosamente preparado durante vários meses. Na primeira carta aos cristãos de Corinto, Paulo escreve: “Os atletas se abstêm de tudo; eles, para ganhar uma coroa perecível; nós, porém, para ganhar uma coroa imperecível” (1Cor 9,25). Por isso, também devemos nos preparar, dominar nosso corpo e nos exercitar, pois nossa taça é eterna. Possivelmente, se Paulo vivesse em Olinda ou no Recife de hoje, diria: “Assim como os carnavalescos ensaiam e se submetem a um longo treinamento e ensaios para conquistar um troféu passageiro, empenhemo-nos mais profundamente em ganhar uma alegria que não tem fim”.
De fato, há pessoas que brincam o Carnaval, mas já na terça-feira à noite estão sofrendo porque vêem se esgotar o período carnavalesco. Algumas músicas antigas de Carnaval chegavam a lamentar “a quarta-feira ingrata que chega tão depressa só pra contrariar”. As pessoas desejariam uma festa que não passasse nunca.
De fato, vivemos em uma sociedade na qual, segundo previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS), “No mundo industrializado, até 2020, uma das maiores causas de doenças será a depressão” (Cf. Agenda Latinoamericana, 2011, p. 40). Vivemos em tempos difíceis, tanto pelas frequentes e cada vez mais graves catástrofes naturais e humanas que atingem nosso país e outras regiões do mundo, como aconteceu recentemente no Japão, mas também por um mal interior ao ser humano.
Diante disso, mais do que nunca, uma tarefa importante das Igrejas é não tanto pretender dar respostas definitivas a questões que atingem a todos nós, mas colocar-se afetuosamente junto com as pessoas na disposição de dialogar e na partilha da nossa experiência espiritual. Assim, podemos reencontrar juntos um sentido novo para o nosso caminhar neste mundo, para a relação de cada um consigo mesmo, com os outros e com todos os seres com os quais formamos uma verdadeira “comunidade da vida”. No Evangelho de Mateus que estamos meditando neste Ano A, a primeira palavra de Jesus ao povo é o discurso da montanha que começa pelas bem-aventuranças, ou seja, a proclamação de uma bênção de alegria e felicidade para todas as pessoas que sofrem e estão por baixo: “Felizes os pobres no espírito, os que choram e os que sofrem perseguição por causa da justiça”(Mt 5). Não são felizes pelo fato de sofrerem, mas porque Deus os ama com amor privilegiado e vem transformar a sua sorte.
Por isso, neste ano em que a nossa Igreja de Olinda e Recife está completando seus cem anos como arquidiocese, gostaria de convidá-los/las como irmão de vocês e zelador de um tesouro que Deus colocou à nossa disposição, para celebrarmos, neste ano, a Páscoa, como especial festa de renovação interior, alegria e graça para todos nós.
1 – Quaresma como iniciação no clima e no processo pascal
Na sua sabedoria de mãe, a Igreja criou o tempo da Quaresma para nos preparar adequadamente para a celebração mais profunda da Páscoa. Espiritualmente, a Quaresma não é apenas um tempo para penitências especiais que fazemos durante 40 dias e depois forçosamente somos tentados a deixar. Isso seria como certos regimes alimentares que as pessoas se impõem para emagrecer e como não suportam por muito tempo aquele rigor, depois de algumas semanas o deixam e não somente não conseguem o resultado desejado como chegam a comprometer a saúde. Na Quaresma, somos convidados a nos centrar em mudanças mais profundas. O mais importante é olhar no nosso modo atual de viver tudo aquilo que anda precisando de uma profunda renovação interior. Se você se abrir verdadeira e profundamente à Palavra de Deus, ela penetrará até mesmo em regiões e zonas ocultas do seu ser que até aqui ainda não tinha conseguido tocar. E você se tornará uma pessoa mais sensível e aberta à solidariedade e à comunhão com toda a criação.
Ninguém se renova isolado. É à medida que nos abrimos à solidariedade fraterna e nos sentimos participando do caminho comum que somos envolvidos pelo mesmo Espírito. Nesta Quaresma, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nos convida a ligarmos “Fraternidade e Vida no Planeta”. Pela 47ª vez, a Campanha da Fraternidade procura vincular o tempo da preparação da Páscoa a um desafio da vida atual com o objetivo de nos comprometer para uma Páscoa de mais vida e liberdade para todos. Nos últimos anos, o nosso Estado de Pernambuco e especificamente a Região Metropolitana do Recife tem vivido um grande impulso econômico. Entretanto, estes investimentos no setor industrial, tecnológico e turístico precisam garantir a proteção das belezas naturais que nos rodeiam, a sustentabilidade da vida e maior equilíbrio social para todo o povo. Qualquer “Plano de Aceleração do Crescimento” (PAC) tem de se basear no cuidado com os mais frágeis, com a natureza e com a qualidade de vida que devemos assegurar às futuras gerações. Só assim teremos justiça econômica, social e cósmica”.
Convido os padres, religiosas/os, seminaristas e leigos/as a aprofundar nesta Quaresma a dimensão ecológica da nossa fé e espiritualidade para realmente transformar nossa cultura habitual, ou seja, o nosso modo de lidar com a Terra, com a água, com os animais e toda a natureza. Nós fomos educados a contemplar a Deus presente e atuante na história. Devemos, agora, não deixar esta dimensão fundamental da fé, mas observá-la com a contemplação da presença divina em nós mesmos, em nossos irmãos e irmãs e em cada elemento do universo. Assim, de fato, poderemos com mais sinceridade proclamar em cada Missa: “Os céus e a terra estão cheios da vossa glória”, isto é, dos sinais visíveis da presença divina no meio de nós”.
2 – Que esta nossa Páscoa deixe frutos permanentes
Esta proposta parece óbvia, mas não é. Se ficarmos somente nas celebrações quaresmais e da Semana Santa que são belas e profundas, mas longas e exigentes em termos de preparação e execução, corremos o risco de chegar à festa da Páscoa cansados e como se fosse fim de festa.
Convido os irmãos padres e todos/as que coordenam as celebrações a revesti-las sempre de um conteúdo verdadeiramente pascal, no sentido do testemunho da ressurreição de Jesus, como fonte de renovação para nossas vidas e esperança para o mundo. As pessoas que participam de nossas celebrações têm o direito de sair delas verdadeiramente alimentadas em sua fé e reanimadas no seu caminho espiritual. Sem dúvida, isso acontecerá se soubermos viver os ritos, como testemunho de fé e devoção pessoal nossa, assim como expressões de comunhão afetuosa e acolhedora das pessoas. Nada de cerimônias frias e distantes, realizadas de forma mecânica ou simplesmente apressada. Peço especialmente que demos atenção especial ao Tríduo Pascal e mais ainda à Vigília Pascal, que Santo Agostinho chamava “mãe de todas as vigílias da Igreja”. Nesta Páscoa do centenário de nossa arquidiocese, gostaria de recordar uma palavra profética que a 2ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Medellín, proclamou como pedido e convite: “Que se apresente cada vez mais nítido, na América Latina, o rosto de uma Igreja autenticamente pobre, missionária e pascal, desligada de todo o poder temporal e corajosamente comprometida com a libertação de toda a humanidade e de cada ser humano por inteiro” (Medellín. 5, 15 a).
Para a nossa arquidiocese, hoje, isso se concretiza e se atualiza na proposta de sermos uma Igreja verdadeiramente missionária e acolhedora de todas as pessoas que nos procuram. E que se constitua como espaço de diálogo de fé e de busca espiritual, mesmo para as pessoas e grupos que se sentem com pensamentos e sensibilidades diferentes. A Páscoa (passagem divina em nossas vidas) nos revela que nenhum de nós é dono da verdade. Somos peregrinos se aceitamos caminhar de luz em luz até a Luz Divina. Colocados como Igreja em uma região tão pobre e carente como a nossa, o importante é que nossa fé se expresse na atitude que São Paulo recorda lhe ter sido recomendado na missão: “o cuidado com os mais empobrecidos” (Cf Gl 2, 10). Celebrar aqui e agora o memorial da morte e da ressurreição de Jesus é atualizar para o nosso povo o amor que Jesus manifestou em cada palavra, gesto e atitude sua até o fato de dar a sua vida pela humanidade. Se conseguirmos realizar isso o melhor possível, sem dúvida, poderemos experimentar a verdade daquilo que, no século IV, dizia São João Crisóstomo: “Mesmo no meio dos sofrimentos, o Cristo ressuscitado faz de nossas vidas uma festa contínua”.
Que Deus os abençoe com esta bênção pascal.
Recife, 17 de março de 2011.
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife

Carta convite ao Encontro Arquidiocesano de Comunicação


         “Quero convidar os Cristãos a unirem-se confiadamente e com
       criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível.”
                                                                         (Bento XVI)

Recife, 14 de março de 2011


 Caríssimo Irmão no Sacerdócio,

                       O Papa pede que as novas formas de Comunicação sejam utilizadas de forma consciente e buscando o bem coletivo, com o testemunho cristão acima de tudo. 

                        Com este pensamento convidamos sua paróquia para participar do Encontro de preparação para o dia mundial das Comunicações, a ser celebrado em 5 de junho/Solenidade da Ascenção do Senhor.

                        Nosso encontro acontecerá no dia 02 de abril, no Centro Pastoral da Várzea, com a seguinte programação:
Hora: 8h às 15h.

                        Durante a manhã teremos uma Mesa Redonda, abordando o Tema: “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”, que diz respeito a Mensagem do Papa Bento XVI, para o 45º dia mundial das Comunicações Sociais. Fará parte da Mesa a Ir. Joana Puntel, Irmã Paulina, Doutora em Comunicação Social.  Logo após o debate, faremos um estudo em preparação à Cartilha Arquidiocesana para as Redes de Comunicação que será lançada no dia 05 de junho.

                        Contamos mais uma vez com o seu empenho e participação, em Comunhão ao alerta do Papa Bento VXI, que clama: “Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: Que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história.”

                        A inscrição poderá ser feita no próprio local do Evento, pedimos apenas que confirme a presença dos participantes até o dia 28 deste pelo telefone 3453-4958 (Pascom AOR).
                   
Valor da Taxa de inscrição com almoço: R$ 15,00 (quinze reais). 

Abraço fraterno, e uma Santa e abençoada Quaresma,
  

                           Pe. Luciano José Rodrigues Brito
Presidente da Comissão de Comunicação

Comissão realiza Encontro Arquidiocesano de Comunicação

A Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Cultura, a Educação e a Comunicação Social promove no dia 2 de abril o encontro de preparação para o Dia Mundial das Comunicações, que será celebrado no dia 5 de junho – Solenidade da Ascensão do Senhor. O encontro será no Centro Arquidiocesano de Pastoral – Dom Vital (antiga Cúria Metropolitana, na Várzea, Recife.

No encontro do dia 2, no horário da manhã, haverá mesa redonda abordando o tema: “Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital”, que diz respeito à mensagem do papa Bento XVI para o 45º Dia Mundial das Comunicações. Farão parte da mesa a doutora em Comunicação Social, ir. Joana Puntel e a repórter da TV Globo Nordeste, Wanessa Andrade.

Após o debate, será feito um estudo em preparação da cartilha arquidiocesana para as redes de comunicação, que será lançada no evento de junho. A inscrição custa R$ 15,00 e poderá ser feita no local do evento. A confirmação da presença deverá ser feita até o dia 28 pelo telefone 3453-4958. Foram enviadas para os párocos a carta-convite sobre o evento.


Da Assessoria de Comunicação AOR

Mensagem do Papa para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais


Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital

Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenômeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.
Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da internet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.
No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.
Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamados social network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio «perfil» público.
As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu «próximo» neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo «diferente» daquele onde vivemos? Temos tempo para refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contato virtual não pode nem deve substituir o contato humano direto com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.
Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias dos social network mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).
O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua «popularidade» ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez «mitigando-a». Deve tornar-se alimento cotidiano e não atração de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objeto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso, permanecem fundamentais as relações humanas diretas na transmissão da fé!
Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.
Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nos vários social network. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.
Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madri, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.

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Direito da mulher em defender filho é tema de campanha nacional

Além de ser uma festa litúrgica – Dia da Anunciação do Senhor, o dia 25 de março inspira a luta pelo direito de nascer. Nesse intuito, foi lançada nesta sexta-feira, a Campanha Nacional em prol da Gestante e do Nascituro, promovida pela Associação Obra dos Pequenos Monges do Pater Noster.

A campanha foi lançada em Juiz de Fora, Minas Gerais, às 9h, na Praça Antônio Carlos. A iniciativa conta com o apoio da Comissão Arquidiocesana em Favor da Vida (Codevida) e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

O presidente da associação, frei Flávio Henrique, pmPN, explica em seu blog que, atualmente, existe uma “cultura de morte”, já denunciada pelo Papa João Paulo II, na qual se favorece a eutanásia, aborto, métodos contraceptivos para o controle de natalidade etc. Ele destaca ainda que é uma necessidade urgente, no mundo contemporâneo, defender a vida em todas as suas fases.

Frei Flávio ressalta que é “justo, necessário e urgente” defender, como direito da mulher, a proteção do bebê no útero materno. Essa é a “nobre condição do gênero feminino: ser mãe, o que consiste ser um capricho magistral da natureza, singular às mulheres e, portanto, a elas, por primeiro, pertence o direito inalienável na defesa da vida em seu ventre”.

Por fim, o sacerdote convida todos a se engajarem no projeto, promovendo, a partir da consciência individual, uma mobilização em todo o país. “Isto é primordial que se faça, antes que o ‘silêncio dos justos’ se torne culpável por omissão, em favor da cultura da morte, nesta nação continental com vocação por excelência para produzir, promover e defender a vida, mantendo diante do mundo a imparcialidade que tem caracterizado o Brasil em questões tão emblemáticas no trato da política internacional”, destacou.

Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 11 de março de 2011

São José: modelo de muitas virtudes



          Muitas são as pessoas que comentam sobre a falta de um conhecimento mais sistemático sobre a pessoa de são José. De fato, no período em que os evangelistas registraram a vida de Jesus havia grande necessidade e mesmo interesse de relatar a passagem do Filho de Deus sobre a Terra e, por isso, nem se escreveu muito a respeito da própria virgem Maria e, por essa razão, dela, também sabemos pouco.

         A humildade foi uma das grandes marcas de Maria, mas também de José. O aparente silêncio dos pais de nosso Senhor já nos revela uma de suas primeiras virtudes. Devemos ser como eles. Quando alguém olha para são José encontra um silêncio que aponta, quase como se dissesse: “Olha para o meu filho, olha para o meu menino que é O Senhor!” A vida de José foi essencialmente silêncio, discrição, fidelidade, serviço e meditação cotidiana sobre o grande mistério no qual ele estava inserido.

Sua grandeza está em reconhecer a grandeza de Jesus e colocar toda a sua vida no projeto do Divino Mestre. É lindo que Maria tenha dito SIM. José também o disse! Cada um à sua maneira disse o SIM que lhe foi pedido por Deus. Saibamos olhar para são José e aprender com ele as virtudes que  viveu: a simplicidade, a oração, o trabalho, o cuidado pelas coisas importantes e o valor da família, mas sobretudo, o imenso amor à vontade de Javé.

Novos coordenadores do setor centro residencial

Conduzida por frei Joaquim e por padre Josivan foi realizada no dia 19 de fevereiro na paróquia de Casa Forte, a primeira assembléia deste ano do Setor Centro Residencial, composto pelas paróquias da Harmonia, Casa Forte, Torre, Madalena, Espinheiro e Graças, que elegeu como novos coordenadores os padres Edwaldo Gomes de Casa Forte e Josivan Sales da Harmonia. Nesta assembléia foram definidas as metas a serem alcançadas no ano de 2011, elegendo como prioridades a formação missionária do setor com ênfase para a criação da pastoral dos edifícios, tendo em vista a grande dificuldade sentida por todos no acesso aos prédios residenciais; a comunicação e a criação das COMIPAS nas paróquias onde ainda não estão implantadas.

Outro tema que mereceu destaque foi a infância missionária que juntamente com os jovens e idosos deverão ser chamados a atuar mais fortemente na missão de evangelizar. Nossa paróquia se fez presente com grande número de participantes, discutindo e enriquecendo os debates. Também participou conosco com uma palestra sobre o “ser missionário” o padre Josenildo Tavares, coordenador das Pastorais Arquidiocesanas.

As inscrições já estão abertas para a CATEQUESE e o curso de CRISMA na Secretaria da Paróquia.

Aulas a partir do dia 12 de março (sábado).

Encontro de Noivos da Paróquia Bom Jesus do Arraial


C O N V I T E   E S P E C I A L

Antonio Carlos de Oliveira Santos & Erika Medeiros de Oliveira Santos

Convidam para o 1º. Encontro de Noivos da Paróquia Bom Jesus do Arraial

A realizar-se nos dias 26 e 27 de março.

Inscrições abertas e maiores informações na Secretaria da Paróquia. Fone: (81)3268-4911