sexta-feira, 15 de abril de 2011

A confissão: Sacramento com efeitos espirituais e sociais

Anselmo Cabral, MECEP

    Todos nós sentimos, em vários momentos da vida, a necessidade de realizar um bom exame de consciência, abrir o coração e colocar para fora as coisas que lá dento da alma nos inquietam; precisamos de orientação e de inspiração, da visão mais ampla de alguém que nos escute com interesse e que nos ajude a fazer uma leitura mais equilibrada das nossas contingências e realidades. Nessas horas, quantas vezes não nos pesa o coração em decorrência de experiências verdadeiramente humanas, mas que requerem  orientação, correção e, não poucas vezes, o perdão de Deus?

    Podemos encontrar na Igreja a possibilidade de realizarmos já nesta vida a experiência de infinita misericórdia de Jesus. Há pessoas que questionam a confissão porque não querem revelar para um homem os seus pecados. Esquecem que justamente por se tratar de um ser humano o sacerdote, revestido de Cristo, pode ouvir e entender, e por isso, conceder em nome de Jesus o perdão que necessitamos. Também Jesus Cristo não se tornou um ser humano para nos redimir?

    O sacramento da reconciliação tem, pois, imenso valor espiritual e teológico, mas também antropológico e social. Um ser humano capaz de praticar tamanho gesto de humildade, reconhecendo suas falhas e confessando a um sacerdote certamente sai do confessionário com maiores possibilidades de demonstrar para o mundo a graça de sentir-se perdoado. Quem já fez a experiência do confessionário sabe o que Jesus é capaz de nos conceder através deste sacramento e conhece bem os efeitos festivos da misericórdia divina. Corações reconciliados podem atuar de modo mais humano e mais cristão na sociede.

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