Comunicadores de Deus no cotidiano

Por Anselmo Cabral (Professor e MECEP)

Precisamos e gostamos de nos comunicar, porque seria impossível vivermos sem realizar alguma forma de comunicação. Comunicamos-nos com palavras, gestos, símbolos, cores, sinais e sons. Usamos de vários recursos para tornar compreensível aquilo que pensamos, queremos, sentimos e cremos. E a nossa capacidade de expressão é um dom com o qual contamos para tornar a realidade do mundo mais justa
e feliz para nós e para as outras pessoas.

O que estamos comunicando?
De que modo estamos fazendo comunicação cristã na sociedade?

Sociologicamente, sabemos que somos produto do meio, das relações que temos com as pessoas e da cultura na qual estamos inseridos. Tudo que faz parte do nosso contexto cultural nos atinge e nos constrói como seres sociais e comunicativos. Assim, é preciso conhecer bem a nossa cultura e as formas como ela foi construída, se quisermos penetrá-la, também, com os valores do evangelho, dos quais necessita.

No dia a dia é difícil a tarefa da evangelização, sobretudo se pensarmos em realizá-la falando sempre em termos de religião. É necessário falar a língua do povo, conhecer e usar bem as ferramentas da boa comunicação para conseguirmos falar de modo cristão sem, necessariamente, falar de religião em momentos, lugares e com pessoas que a priori não estariam abertas para tratar sobre temas que, de outro modo, podem ser simples e eficazmente abordados de forma cristã, esclarecida, contextualizada, e humanizadora!

A comunicação é para fazer o bem. Há um cântico que diz “Palavra não foi feita para dividir ninguém. Palavra é a ponte aonde o amor vai e vem”. Será sempre necessário verificar se o que nos move é o
amor e, se houver outro motivo que não seja o amor em nossas palavras, é bom pensarmos melhor em nossas próprias convicções antes de procurarmos convencer os outros sobre o que temos a dizer. Silêncio também é fala e, bem utilizado, pode ser uma forma de caridade tão importante quanto a palavra.

Pensemos sempre sobre a forma como estamos realizando nossa tarefa de comunicadores e também sobre o conteúdo das nossas comunicações no cotidiano de nossas atividades. Padre Zezinho canta que “Palavra é como brasa, queima até o fim. Quem sabe o valor cuida bem do que diz”.

Comentários